A bandeira foi um presente enviado por uma funcionária da National Aeronautics and Space Administration (Nasa) junto com fotos, folders e emblemas, alguns deles também usados nas roupas por astronautas em missões espaciais.
A mulher (que teve o nome preservado) trabalha no setor de eventos da agência espacial, mora em Greenbelt, no Estado de Maryland, e ficou sensibilizada pela história de Thiago de Sousa Lopes, de 31 anos.
Apaixonado por tudo que seja relacionado ao espaço, ele encontrou o contato na internet, vasculhando sites relacionados à Nasa, e a procurou. “Expliquei minha paixão e pedi que me enviassem material de divulgação da Nasa. Acho que essa mulher se sensibilizou com a minha história”, disse Lopes.
Sua paixão por foguetes e o espaço começou cedo e vai muito além de filmes de ficção como Armagedom e Apollo 13. “Sempre, desde criança, eu tive interesse por naves espaciais, foguetes. Eu queria ser astronauta, vestir macacão, trabalhar na Nasa e ir para o espaço”, disse.
Quando cresceu, Lopes escolheu a área de tecnologia para trabalhar. É analista de sistemas na CPFL. “Mas eu nunca perdi essa minha paixão de garoto. Tenho coleção de naves espaciais, gosto muito de ler e acompanho tudo sobre expedições ao espaço”, afirmou.
O pedido
Foi com a ajuda da internet que Thiago Lopes achou o nome e o endereço eletrônico de uma funcionária da Nasa. a partir daí, mandou uma mensagem onde tentava ser simpático e explicar sua paixão pelas expedições espaciais. “Eu tinha esperança que ela respondesse, mas achava que isso seria improvável. Mesmo assim, mandei o e-mail”, disse. Na mensagem, aproveitou para pedir que a funcionária da Nasa enviasse material de divulgação como fotos e camisetas.
Passados alguns dias, Lopes se surpreende com uma mensagem de resposta. Nela, outra surpresa, mas que não agradou. “Ela me informou que a Nasa não envia mais material para fora dos Estados Unidos. Disse que apenas escolas e instituições de ensino no próprio território norte-americano poderiam ser atendidos”. Mas ele não desistiu. “Mandei outra mensagem reforçando minha paixão pelo assunto e voltando a dizer que queria muito receber alguma coisa.”
E deu certo. “A resposta dizia que na próxima segunda-feira ela mandaria algum material. Fiquei muito feliz e passei a esperar”, disse. Mas três meses se passaram sem que qualquer pacote vindo dos Estados Unidos fosse entregue na recepção do prédio em que ele vive com a mulher no Centro.
Até que, em junho, um envelope pardo, com nome e endereço do destinatário escritos a mão com uma caneta preta, chegou à recepção do edifício. “Não acreditei quando olhei o remetente. Era da Nasa. Abri correndo e encontrei fotos, adesivos, folders, gráficos e uma bandeira que foi ao espaço com a última missão do ônibus espacial Atlantis em julho de 2011”, disse Lopes.
Segundo Lopes, o pacote apresentava sinais de que foi aberto no Brasil pela alfândega, que, após fiscalizar a correspondência, teria jogado a embalagem original fora, recortou o remetente e colou em outro envelope para que ele chegasse ao seu destino.
Todo o material está muito bem guardado. Foi colocado em uma pasta transparente e só sai de lá em ocasiões especiais. “É meu tesouro. A bandeira eu quero colocar em um quadro”, disse.
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